O ESPIRITISMO SEGUNDO O EVANGELHO
Olá, tudo bem? Eu sou o irmão Glauber. Meu nome completo é Glauber da Rocha Silva e no momento em que escrevo essa pequena revista estou com 39 anos. Sou professor, tenho duas graduações (Filosofia e Pedagogia) e sou especialista em educação especial inclusiva. Há mais de seis anos trabalho como professor de apoio de estudantes com autismo e há dois dou aula de Filosofia. Além disso, tenho três livros publicados, mas na área de Literatura: um livro de poesia, um de crônicas e outro de contos.
Desde os vinte e dois anos me interesso bastante por religião. Primeiro fui católico, depois fui espírita e hoje – para a honra e a glória do Senhor – sou evangélico. Como disse, fui espírita. Por dez anos. Primeiro frequentei o espiritismo kardecista, depois fui para a umbanda e por fim acabei no candomblé, onde me iniciei no orixá. Durante todo esse tempo acreditava muito no espiritismo, mas de vez em quando duvidava: será mesmo que reencarnamos? Será mesmo que incorporamos espíritos ou tudo não passa da manifestação de nosso subconsciente?
Hoje tenho as respostas para essas perguntas, mas graças à minha conversão, graças ao Evangelho e à Palavra de Deus. Eu sei que o que será dito aqui pode não agradar aos espíritas, mas não é para eles que escrevo e sim para quem já é evangélico e está pensando em se tornar espírita. Além do mais, não critico pessoas, pelo contrário: os espíritas, na maioria das vezes, são mil vezes mais cristãos e bons samaritanos que todos nós. Por outro lado, infelizmente erram em alguns aspectos fundamentais, tais como na crença na reencarnação, no culto aos espíritos e na própria ideia que fazem de Nosso Senhor Jesus Cristo.
É aqui; aliás, onde eles mais erram, quando afirmam que Jesus Cristo não é Deus mas um espírito missionário que veio ao mundo somente para nos dar um mandamento maior que o de Moisés. Que Jesus Cristo, enfim, é apenas um modelo a seguir e não a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Deus-Filho, o Verbo que se fez Carne, o Cordeiro de Deus, seu filho Unigênito. É aqui o erro fundamental, quando param de professar que Jesus Cristo é o Senhor!
Veja, professar que Jesus Cristo é o Senhor não é dizer que Ele é um senhor apenas, mas o próprio Deus. Isso o espírita não compreende, pois não é isso que ensina os espíritos. Os espíritos são contra a Santíssima Trindade. Não ensinam que há o Deus-Pai, o Deus-Filho e o Deus Espírito Santo. Que eles são Trino e Uno. E assim, desvirtuam toda uma doutrina de séculos e séculos defendida pela Igreja.
Portanto, os espíritos e os espíritas negam que Jesus Cristo é Deus e negam, também, a ressurreição. É por essa razão que, para muitos teólogos, a doutrina dos espíritos é anátema, demoníaca e até satânica, pois tenta contra princípios básicos do cristianismo, que é reconhecer Nosso Senhor Jesus Cristo como Deus e como o Único Senhor e Salvador.
Por que muitas vezes deixamos a igreja de Jesus Cristo?
Na igreja aprendemos que Deus é uma Pessoa. Que Ele nos ama. Que Ele nos ama tanto que enviou seu Filho unigênito para nos salvar (João 3:16). Que ele, sendo o Bom Pastor, dá a sua vida pelas suas ovelhas (João 10:11). Que ele troca reinos e reinos por cada um de nós (Isaías 43:4) Que ele tem um carinho especial por cada um de nós e quer fazer milagres em nossas vidas. Que ele nos cura, salva, liberta e prospera. Contudo, muitos de nós saímos de sua Santíssima Presença e procuramos por outra coisa que achamos ser melhor.
Somos, nessas vezes, o filho pródigo. E por quê? Por que saímos da presença de Deus? Por falta de fé? De paciência? De oração? Por conta do pecado? Por curiosidade? Ou por falta de uma boa formação teológica? Acredito que de tudo, um pouco. Mas, a falta de uma formação teológica sólida é o que mais fragiliza a vida de um cristão. É ele saber o que é e o que não é. Eu mesmo, por não ter um conhecimento teológico sólido, passei por rituais que nem é saudável descrever aqui – por rituais e humilhações de todo tipo. Hoje não gosto nem de olhar para trás. Só olho para me certificar que hoje sim, estou no caminho correto.
Na minha opinião, na maioria das vezes quem se interessa mais pelo espiritismo é a pessoa que deseja experimentar novos conhecimentos. Uma das grandes perguntas que perturbam um cristão é: será que Deus não salvará quem não professa que Jesus Cristo é o Senhor? Por que só as igrejas cristãs é de Deus e as outras, não? Deus não é Universal? Pai de todos? Por que Ele deixará de atuar na vida das pessoas que tem uma outra religião? Um budista, por exemplo, não alcançará a Salvação? E o hindu? O mulçumano? O espírita?
Certa vez conversei sobre isso com um amigo que é teólogo. Ele me disse que sim, Deus salvará a pessoa independentemente de sua crença, se assim Ele desejar. Então pensei comigo: por que ser cristão? Se Deus, no fim das contas, salvará até quem nega que Jesus Cristo é Deus? Qual o problema, portanto, em ser espírita? Lembro que fiz essa pergunta quando havia recém-saído do espiritismo. Entretanto, voltar para o espiritismo é algo que não queria mais, que não quero, uma vez que não acredito mais na reencarnação, em espíritos e sim somente em Jesus Cristo Nosso Senhor!
Não é fácil permanecer na presença de Jesus Cristo quando há tantas filosofias. Hoje somos bombardeados por pensamentos de todos os tipos. O ateísmo, hoje em dia, não é nada comparado às outras filosofias, como o panteísmo e o relativismo, por exemplo. A ideia de que Deus está em tudo e em todos, que todas as religiões são verdadeiras (de Deus) e que Jesus foi somente um "deus" a mais na História da Humanidade é o que mais desvia um cristão do seu caminho. Assim, se ele for na onda geral, logo estará amando mais a criatura (a razão, o universo, a natureza, os espíritos, as ervas) que o próprio Criador. É por isso que hoje há inúmeras religiões “espiritualistas”. Cada dia aparece uma nova, onde a maioria não professa Jesus Cristo como Deus, Senhor e Salvador.
No panteísmo aprende-se que amando tudo e a todos ama-se a Deus. Quando era da umbanda e do candomblé, acreditava que servia a Deus. No meu modo de ver, servir aos espíritos e aos orixás era uma forma de servir a Deus, pois acreditava que eles estavam fazendo o bem para o próximo. Era o que acreditava. Mas, conforme os servia, percebi que deixava Deus cada vez mais de lado. Era capaz de passar dias dentro de um ilê axé mas incapaz de orar meia hora para o Nosso Senhor. Era capaz de cantar para os orixás e para os espíritos, mas incapaz de louvar Jesus Cristo. Eu era capaz de contar todos os problemas da minha vida para os guias e para a mãe-de-santo que para o próprio Senhor Nosso Deus.
Só depois de me converter que vi o quanto deixei de amar a Deus sobre todas as coisas, pois amava muito mais os guias e os orixás. Hoje sim compreendo o quanto são sérias as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo à Satanás na sua tentação no deserto: "afasta-se, Satanás. Só adorarás ao Senhor seu Deus, só a Ele servirás" Hoje, para a honra e a gloria de Deus, entrego meus problemas e a minha vida somente para o Nosso Senhor, hoje só canto para Ele, só louvo o seu nome, só reconheço Jesus Cristo como único Salvador. É claro que para reconhecer que só se pode servir a um senhor eu tive que passar por situações difíceis na vida, situações que somente Jesus Cristo pode ajudar. Assim como o filho pródigo, vivi alguns apuros. Hoje sei que Nosso Deus não gosta de dividir a sua glória: “Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor... (Isaías 42.8).
Irmão Glauber
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